ENTRE A IGNORÂNCIA E A SABEDORIA

November 25, 2018

 

ENTRE A IGNORÂNCIA E A SABEDORIA

 

Queremos fazer filosofia por aqui. Mas que é filosofia? Diz o gúgol que é o “amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância [Segundo autores clássicos, sentido original do termo, atribuído ao filósofo grego Pitágoras (sVI a.C.).].”

Logo, o silêncio seria a primeiro princípio da filosofia. Se afirmo ou indago qualquer coisa, passo da ignorância para o saber, ou para o fazer saber, e por saber ou fazer saber, deixo de ser o ser humano consciente da minha própria ignorância e passo a ser o ser humano “supostamente” consciente da minha sabedoria, o qual haveria de ganhar outro nome que filósofo.

É por isto que chamo filosofastros a alguns dos supostos filósofos da atualidade. Nem mesmo um nome como Friedrich Nietzsche, que considero o mais alto nível em termos de filosofia real, porque fez mais em silêncio e na observação do que através da oralidade, me convence de sua sabedoria plena, uma vez que andava a palrar com os amigos.

E inda ensinava a palrar. Dizia, em Humano, Demasiado Humano, que para aprender a falar era necessário passar um ano em silêncio. Mas vejo ainda que “o filósofo é aquele que está lucidamente consciente da ignorância inerente à condição humana”.

Donde questionar: convirá ao filósofo transformar a ignorância em algo diverso? Será possível que um homem saiba ou faça saber todas as coisas? E mesmo que isto fosse possível, qual seria a necessidade da façanha?

Em época de emergência, o importante é o alerta. Existe o adágio que diz: em época de guerra, a lei silencia. Estamos, pois, vivendo uma época de paz extrema em que a lei, a lei dos estropiados, a lei dos oprimidos, dos fracassados, dos escravizados – esta lei determina o que podemos saber. Se a lei diz, todos ficamos tranquilos, pois a lei há que nos proteger, e, sendo assim, não precisamos abrir a boca em busca de proteção.

Mas, com efeito, o estado se esquiva, uma vez que se for proteger uns dos outros, haveria de usar a força para aniquilar a todos: eis uns dos  resultados da democracia.

É por isto que o cálice de vinho tinto de sangue é amargo. Porém, logo que se abre a boca, manifesta-se a violência, como estou fazendo aqui, com metade da população que me poderá ler. Imagine se eu andasse dizendo isto em praça pública!

Ao menos, quem me lerá até este ponto é aquele que está bem vacinado para os males ou anestesiado para as cirurgias, atravessado entre a ignorância e a sabedoria. Por escrito, com o fito de não sermos linchados!

 

 

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