O SEGUNDO VOLUME DA HISTÓRIA SOCIAL DO BRASIL, DE PEDRO CALMON

December 26, 2018

 

No segundo volume de sua obra sobre a História Social do Brasil, Pedro Calmon ensaia a conclusão da primeira parte falando dO Equilíbrio alcançado na América, com o fim da Guerra do Paraguai. De acordo com o historiador “o maior acerto de D. Bartolomé Mitre, para toda a América, foi o fato de ter entendido o espírito brasileiro. A Guerra custara ao Brasil 50 mil vidas e 600 mil contos em ouro.

No Brasil colonial, o trabalho era estigma de senzala e só foi desestigmatizado com o fim do tráfico negreiro, depois de 1850.

Houve uma movimentação antibritânica, causada pela ofensa que representava a Inglaterra ao Brasil com a polícia do oceano à caça de embarcações negreiras, ameaçando a soberania do Império.

Os britânicos recuperaram, entre 1837 e 1847, mais de 600 navios negreiros do Brasil e de Cuba. Apesar dessa defesa britânica, a importação de escravizados no Império chegou a 60 mil pessoas em 1848. Em Londres se realizou a política exterior do novo mundo.

Além disso, o governo russo foi a fonte que iniciou o financiamento da viação férrea brasileira, entre outros fatores da produção nacional, com um sistema de garantia de juros.

O Império construiu os primeiros troncos ferroviários na Bahia, em Pernambuco e em São Paulo. Depois, foi inaugurada, pelo Visconde de Mauá, a primeira estrada de ferro da América do Sul, que ia do Porto de Estrela até Petrópolis. Em 1884, foram construídos mais de 2.400 quilômetros de estradas de ferro no Império. Só Dom Pedro II fez construir 10 mil quilômetros do total existente.

No que se refere aos costumes nas cidades, era raro encontrar um branco na rua em 1823. Os fidalgos saíam de carro ou cadeirinha. Na Bahia das cadeirinhas, foi Dom Pedro II que revolucionou o costume e subiu as ladeiras a cavalo, com o fito de banir o transporte que precisava de braço escravizado.

A gente intermediária, composta de pequenos proprietários, funcionários públicos e o pessoal do comércio, passou a usar a gondola.

Desde 1856, as ruas mais centrais foram revestidas de paralelepípedos; surgiu a limpeza pública, em 1947 com a Aleixo Gary & Cia, donde usarmos ainda hoje a expressão “gari”. Em seguida, tivemos a iluminação das ruas.

Fazendo jus ao nome da obra, Pedro Calmon não aborda apenas os fatos políticos e pontualmente históricos, mas também os acontecimentos sociais, o comportamento da vida Brasileira na Sociedade Imperial.

 

[In: Calmon, Pedro. História Social do Brasil, volume 2: espírito da sociedade imperial. – São Paulo: Martins Fontes, 2002.]

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