ODOR DI FEMINA

January 10, 2019

 

O café filosófico falava que “Foucault viveu sua filosofia na vontade de fazer do mundo um mundo não-fascista”.

A vontade de poder pareceu tê-lo feito criar bons livros. Dava palestras mundo afora. Tentava dar visibilidade às coisas visíveis (invisíveis). Mas – confundiu-se todo, talvez na conjugação de línguas que se misturavam para absorver suas máximas.

Hoje temos uma farofa de conceitos confusos, ao menos em português, que, no máximo, nos levam a concluir que não entendeu razoavelmente a vida como poderia ter entendido para merecer o título de livre pensador.

Senão vejamos, como pode alguém, que em algum momento compreendeu Nietzsche, mover uma campanha contra o que é nobre? Defender o abominável Sócrates? Defender o comunismo e os marxistas? Andar com Jean-Paul Sartre. E por fim dar cabo da própria vida por amor à liberdade? Ou em busca da verdade?!

De tal sorte que alguma coisa cheira mal em sua filosofia ou em sua biografia com sua busca pela verdade. Não entendia a mulher e é por isso que a tem em seu favor até hoje. Que pode oferecer um aldeão a título de conceitos necessários para se viver a vida alhures quando o que ele faz é repetir o ideal de uma revolução qualquer de seu próprio país e que há de ter servido apenas a ele? Como insinuar que o mundo todo vive no interior da simbologia do fasces generalizado? Há muita gente que não pretende nem obedecer nem fazer obedecer. Impossível que alguém conheça o mundo todo e todos os homens com o que cada um traz em seu peito.

Se a revolução francesa serviu ou não para os franceses, isso não importa para outras gentes, apesar do humanismo que ajudou instituir, mas que, no fim das contas, teria sido instituído de outro modo. Cada povo ou cada indivíduo procura na filosofia os conceitos que lhe caibam ou que lhe são ao menos razoáveis. Universalidade também cai muito bem para qualquer filosofia.

Como falar em subjetivação e em liberdade no Brasil, por exemplo?  Pensando mais em Foucault ainda, que respirava ares franceses, como falar em liberdade, igualdade e fraternidade em países onde não há segurança porque a educação se ausenta e a cultura se renega?

Nesses casos, a liberdade será transformada em licenciosidade, a igualdade em demagogia e a fraternidade em guerra entre irmãos. Porquanto povos que tiveram origem na contradição, como o Brasil, por exemplo, e nem importa que tenha havido semelhante contradição na origem de qualquer outro país, tendem a contrariar, deturpar, desobedecer a si mesmos e a qualquer alteridade que se lhes apresente. Como se cada ação fosse uma nova tentativa de “criar uma nova pátria”. Como se se reinventasse a roda.

Um povo que não sabe o que não quer, muito menos o que quer, precisa mesmo que qualquer opressor decida por ele alguma coisa que possa ser usufruída, independente de este opressor tirar vantagens ou não desse usufruto.

Geralmente tira. É o exemplo do estado brasileiro que se agiganta, se adapta ao mundo, retém as benesses para alguns oligarcas manjados, enquanto o povo permanece massa passiva ou inativa tentando reinventar a roda; quando não, gastando seu último centavo com entretenimentos alheios, enfastiado de si mesmo.

As brasileiras, por exemplo, cada vez mais se evadindo ao quer que seja digno de qualquer brasilidade, nisto correndo o risco de se rebaixarem. A violência contra elas cada vez mais fazendo com que o homem seja visto com desprezo. Salvo homens efeminados como Foucault, cuja filosofia não me parece ser de boa cepa porque depauperada em termos de linearidade e retidão. E era justamente isto que se buscava dizer por aqui.

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