A MÃE PRIMEVA

March 3, 2019

 

MOTE PRÓPRIO

Uma ou duas frases apenas é possível apreender e cultivar de Schopenhauer sem sentir que se está traindo a si mesmo. Uma delas é aquela em que ele dizia: “um homem pode fazer gerar cem filhos em um ano. Uma mulher, apenas um.”

 

Assim vou meditando sobre o que as feministas estão tentando reinventar: a saber, A Roda. “Empoderamento”. A nova palavra se imiscui na língua portuguesa, assim como “presidenta”, “feminicídio”, etc. É o tal do “empowerment” das feministas estadunidenses (e francesas?).

Sim. Claro que sim. Empoderamento. Quem não quer poder? Mas não vai haver poder da espécie humana. Muito pelo contrário. Se quisermos que o cão ame o gato ou que o gato ame o rato.

A tecnologia não vai dar o gozo do transexual. Não vai tornar os direitos de homens e mulheres iguais. Não vai dar asa ao homem. Não vai fazer a chuva subir da terra para os céus distantes.

O artifício não poderá substituir a humanidade em si por qualquer outra coisa que seja além ou aquém de humano.

Mais uma vez e alguém, que somos nós mesmos, defende os instintos. Imagine-se, por exemplo, a mãe primeva.

Para que a tragédia humana tivesse o mesmo princípio, uma suposta mãe primeva deveria ter sido assassinada em bando por uma porção de solteironas, revoltadas com que não pudessem se deitar com os homens como ela. Para dar um modelo freudiano invertido do assassinato do pai primevo.

Depois disso, essas mesmas mulheres se arrependeriam do feito. Rechaçariam os homens.

Comparando a mãe primeva com o pai primevo, os resultados seriam um tanto estarrecedores.

Com o tempo, vivido no mundo, seríamos como uma Tailândia. Apenas setenta mil pessoas vivendo num mundo dividido em menos de dois países.

A qualidade de vida desses países seria mais ou menos a mesma da Tailândia, que hoje detém cerca de setenta mil almas e uma posição de IDH bem abaixo da do Brasil.

Morreriam crianças assim como morrem naquele país. A renda seria a mesma de lá. A longevidade, a educação, tudo poderia ser comparado se o tal do “empoderamento” transformasse as mulheres em seres realmente poderosos como os homens, e o mundo recomeçasse com essa nova invenção das mulheres. É isso mesmo ou estaríamos apenas schopenhoueriando?

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