A PROPÓSITO DE ALEGRIA

 

Os estadunidenses ensinaram o mundo a chamar de “alegre” o triste homem que mantém um relacionamento afetivo com outro. Com efeito, muitos desses homens, que também usam se denominar a si próprios de “alegres”, são mesmo alegres entre amigos.

No entretanto, vamos tentar imaginar aquele homem quando vai dormir, supondo que vá dormir só. Será alegre? Poderá destilar todo o veneno que contém dentro? Não se tornará agressivo a quem está ao seu redor porque geralmente quem está ao seu redor não se considera alegre?

O mundo é muito gostoso. Delicioso até. Mas a vida que levamos nele pode ser mesmo alegre sem o sexo oposto e suas novidades diárias? Não estamos falando da pseudoalegria rasgada composta de humor negro, sarcasmo, competição, ironia e autoironia, etc., que no fundo não têm nada de alegres.

Alegria não é isso, amigos. Alegria é um sentimento de contentamento, de prazer de viver, júbilo, satisfação, exultação. Nas pessoas, costuma ser expressa através de sorrisos. E o Brasil é o vigésimo segundo país mais alegre do mundo, nesse sentido real de alegria.

Entretanto, quando vamos, por exemplo, assistir a um espetáculo supostamente “alegre”, geralmente as drag-queens se fazem cômicas; mais exatamente, tragicômicas. Riem e fazem rir, por exemplo, das desgraças daqueles homens que não disseram a ninguém que são “alegres”. Que elas chamam de “enrustidos”. Como se o cão que gosta de praticar sexo com outro cão tivesse que se enfeitar de cadela ou assumir características de uma.

Existe também o outro lado. Se aquele homem dorme com seu amor, ou seja, com outro homem, é cobrado na rua porque na rua somos judaico-cristãos e somos forçados a seguir no mínimo os dez mandamentos de Moisés além daquele paulino de amar ao próximo como a si mesmo.

O mandamento de Moisés que aqueles dois homens transgridem é o de que “não cometeremos adultério”. Parece obtuso, mas é isto mesmo: adultério. Duplo adultério. Cada um dos rapazes está traindo sua fêmea com o outro. Assim como os padres o fazem, com a justificativa de que sua fêmea é a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana.

Entre os gregos antigos, o homem-feito haveria de obter por um tempo um efebo a quem ensinava a caçar javali, entre otras cositas más. E cositas sexuais, que nunca, jamais tirariam nenhum dos dois dos braços de sua fêmea, a qual, se fosse isto, ficaria desprotegida. Vale ressaltar as mulheres de Zeus, e seu amor menino, o que não lhe trazia dilema. Porque nem mesmo ele com sua paixão pelo rapaz teria abandonado suas mulheres protegidas.

Tudo é politizado como sempre foi. Antes os judeus apedrejavam, e agora, estamos vendo os paulinos crucificando como gostam de fazer. Porque o mandamento paulino de “amar ao próximo como a si mesmo” precisa ser bem entendido. O próximo é o outro. E o outro é a fêmea do homem e não outro homem, que geralmente é o rival, o adversário ou o inimigo, ou, na melhor das hipóteses, um igual em direitos e deveres.

Se a fêmea de um homem não é amada pelo mesmo motivo da pseudoalegria citada, temos que o mandamento paulino também é transgredido, logo, os ditos “alegres” foram, são e sempre serão tristes na verdade, e realmente perseguidos pelos verdadeiros judeus e pelos verdadeiros paulinos, na América Latina católica, que se torna também cada vez mais coesa.

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